Este espaço foi pensado para divulgar e discutir a Cidade de Ipu/CE de uma forma bem espontânea, através de crônicas, causos, versos, além de opiniões e comentários diversos, tanto do autor, quanto dos nossos visitantes. O blog IPU EM CRÔNICAS E VERSOS, embora com muita humildade, busca também promover as peculiaridades do Nordeste através do cordel, uma das expressões mais originais de nossa cultura. Sejam todos bem-vindos! (Ricardo Aragão)



9/24/2008

UNIÃO DE VERSOS

FARINHA DO MESMO SACO





Você eleitor que repete,
Que todo político é ladrão.
Mas vende ou troca o voto,
A cada nova eleição.
Você é igualzinho a eles,
Não vale nem um tostão.

Apreciei por demais
Estes versos da Dalinha,
Que para mim é capaz
De escrever mais de cem linhas
Falando do velho ou rapaz,
Que vendendo o voto se alinha
A quem a proposta lhe faz.

Filho nobre do Ipu,
Que tem o verso perfeito
Cem linhas ainda é pouco,
Mas nós temos o direito
De alertar a consciência
E apostar na decência
No que vota e no eleito.

Não custa nada lembrar,
Que atitude tão feia,
De vender ou de comprar
A consciência alheia,
Fere as leis do lugar
E leva para a cadeia
Quem assim se comportar.


Não é besteira é um fato,
Mas preste bem atenção
Tanto o eleitor safado,
Como o político ladrão
Mesmo sabendo que é feio
Quer pôr a mão no alheio
Ser gigolô da nação.

Não sei quem é mais safado
Nessa tal corrupção,
Se o eleitor iludido
Ou o político ladrão,
Que vende e compra voto
Nos tempos de eleição.


Sei que não se discute,
Política, futebol e religião.
Mas vale a pena lembrar
E mostrar a população,
Que sua arma é o voto.
Seja vivo e não devoto,
Não aceite enganação.

Mas será que o eleitor
É mesmo tão iludido?
Se vende a consciência
Ao candidato bandido;
Que paga pelo seu voto
Achando que é bonito?


Votar com consciência
É pensar em sua cidade.
Aposte então na decência
E também na qualidade
Assim ficará satisfeito
Ao eleger um prefeito
Que tenha capacidade.

Só trás atraso ao povo
E ao seu querido torrão,
Quem faz o que é errado
Em tempos de eleição:
Vender seu voto sagrado
Por merreca ou por milhão


Nem todo político é safado.
Nem todo eleitor é vendido.
Por isto faz bem estudar,
A história do escolhido.
Se for honesto, trabalhador,
Um bom cidadão de valor,
Merece ser bem sucedido.

Esse sim merece ter
Qualquer sorte infeliz,
Já que não tem o direito
De lutar pelo que quis,
Pois vendeu o bem maior
Seu direito a ser feliz.


Direito qualquer um tem,
Só não luta quem não quer.
Repito isso pra homem,
E também para mulher.
Veja bem se o candidato
É homem de cumprir trato,
E encarar o que der e vier.

A felicidade suprema
Só chega a quem acredita.
Mas um conselho eu dou:
Dê sempre boa guarida
E guarde na consciência
Os votos que deu na vida.


Os votos que na vida dei,
Foram de bom coração.
Se um dia elegi rola-bosta
Não foi esta minha intenção.
Besteira só uma vez se faz
Pois para lábia de incapaz,
Eu mesma não caio não.

Desta vida só se leva
A verdade verdadeira.
Vender ou comprar o voto
Achando que é besteira,
Em vez de subir na vida
Se desce grande ladeira.

Vender e comprar voto,
É atitude de um incapaz.
Não é bem dessa maneira
Que a boa política se faz.
Seja um honesto cidadão
Que zela bem o seu chão,
Esqueça a ambição voraz.

Ah! Que sorte tem um povo
Que escolheu um cidadão.
Que por não comprar voto
Nos tempos de eleição.
Vira um político correto,
Que merece aclamação.


Se o povo tem muita sorte
Muito mais tem o cidadão.
Que Por ser bem criado,
Pode mostrar a população.
Que com sua honestidade,
Pode dirigir uma cidade,
Um estado e até a nação.

Quem procede desta forma,
Com decência e com cuidado,
Não corrompendo ninguém,
Não deixa o povo enganado,
Merece ser bem querido,
Sendo pra sempre lembrado.


O passado de um político,
A vida que ele antes levou,
É o melhor cabo eleitoral
Para esclarecer um eleitor.
Por isso quem for decente,
Honesto e bem competente,
Posso dizer: Já ganhou!

E o povo que tiver
Um político desse porte,
Deve sempre agradecer
E se achar um povo forte,
Por ser bem representado
E ter quem lhe dê suporte.


Se você quer bom político,
Também seja bom eleitor.
Vote, mas com consciência.
Não se esqueça do seu valor.
Não se troque por telha e tijolo.
Não seja apenas um rebolo.
Esmola enfraquece o pudor.

Já aquele que não cuida
Em praticar coerência,
Deve ficar no relento
E não ter benevolência
Daquele que foi eleito
Sem usar de boa decência.


Só serei benevolente
Em matéria de eleição.
Com o cidadão honesto,
Que não suporte armação.
Que faça o sinal da cruz,
E faça oração pra Jesus
Pra se livrar de ladrão.

Já não tem mais o direito
De reclamar um pedido,
Para quem o voto vendeu
Tal direito é perdido,
Devendo se contentar
Em ser eleitor vendido.


O eleitor que se vende
É só um pobre coitado.
Que na escola da vida,
Estudou sem resultado.
Aprendeu a ser pidão,
Apóia político ladrão,
E é o puxa-saco falado.

Por tudo isso eu suplico
Ao eleitor da nação,
Que na hora de votar,
Nos tempos da eleição,
Escolha bem direitinho,
Prestando muita atenção.


Escolha eleitor amigo
Não tenha medo de errar.
Escolha usando a razão,
Não sem antes analisar,
A verdadeira condição
Desse candidato à eleição,
Que seu voto vai levar.

Pois o voto é um momento
Dos que temos mais sagrado.
Só demora um tiquinho,
Porém se votar errado
Vais esperar muito tempo
Para ser recuperado.


Esse sagrado momento,
Jamais deve ser perdido.
Seu voto é uma relíquia.
Por isso faço um pedido:
Preste bastante atenção,
Ao chegar a eleição,
Não dê seu voto a bandido.

Tanto tempo não se tem,
Pois o tempo não retorna.
O que se perde é perdido,
Já ficou fora de hora.
Como aquele voto vendido
Naquela maldita hora.


De quatro em quatro ano,
Acontece a renovação.
Não vá apertar uma tecla,
Clicando em um ladrão.
Pois fará a infelicidade,
Do povo de uma cidade
Que irá penar sem opção.

Por isso caro eleitor,
Pare, pense e repense
Muito antes de votar.
Pois no final só quem vence
É quem escolher direito
A quem o voto pertence.


Se você escolher certo,
Respeitável cidadão.
Vai trazer muita alegria
Ao seu querido torrão.
Vai viver sem embaraço,
Também não será palhaço
Servindo de mangação.

Sendo assim ganha o povo,
Uma grandiosa sorte.
De ser bem representado
Por um político forte,
Eleito pelo seu voto
Sem ter lhe dado calote.


Me Chamo Dalinha Catunda,
Também me assino Aragão.
Sou natural de Ipueiras,
E é com grande satisfação,
Que apareço com Ricardo
Escrevendo esse bocado
De versos sobre eleição.

Eu sou filho do Ipu.
Sou Ricardo Aragão.
Conhecer Dalinha Catunda
Me trouxe grande emoção!
Poetiza e Escritora,
No cordel é uma doutora,
Nunca escreve verso em vão!

Ricardo muito obrigada,
Pelo carinho e atenção.
Estamos nós dois unidos
Pois somos os dois Aragão.
A você um grande abraço.
No cordel atamos laços
Que jamais se soltarão.

Minha querida Dalinha,
A quem deixo meu apreço,
Até parece que em dias
Da vida toda a conheço.
Fique certa, minha amiga,
Que as coisas boas da vida,
Todas elas te ofereço!



Arte na capa: Chico Parnaibano


Autores:

Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

Ricardo Aragão
ricardo.boris@gmail.com

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9/08/2008

O FIM DAS TRADIÇÕES

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Por Antônio Tarcízio Aragão (Boris)



”Terra cheia de encantamento
E de eterna bondade,
Sempre no meu pensamento,
No meu sonho de ansiedade.
Quero cantar tua beleza
E o teu doce passado,
Terra do meu coração
E do meu amor
És toda minha adoração”...





Desfile de 26 de agosto (anos 50)


Os encantamentos estão sumindo, a bondade em vão resistindo. Somente o pensamento consegue resgatar em nossos sonhos de ansiedade, tua beleza, tua cultura e a história do teu doce passado. Terra do meu coração e do meu amor, eras toda minha adoração e hoje, infelizmente, é a minha indignação. Esta é a triste reflexão que hoje consigo fazer sobre essa linda estrofe do hino do Ipu, de autoria do ilustre ipuense Zezé do Vale.



Inauguração do Jardim 26 de Agosto (1940)


Nosso querido Ipu, hoje tomado por forasteiros descompromissados, apropriados do poder com a anuência da maioria dos teus filhos, entre os quais, felizmente não me incluo, iludidos e ludibriados pelas fictícias promessas não cumpridas de melhores dias e de progresso. Teus filhos ilustres hoje são menosprezados, teus pobres humilhados, tua história maculada com páginas negras que bem podiam ser eliminadas. Mas, não. As tuas tradições, essas sim, são brutalmente ignoradas e relegadas ao simples desprezo de quem não tem o mínimo compromisso, senão, de apenas satisfazer seus instintos perniciosos de egoísmo e vaidade. Assim como tantas tradições, que são indiferentemente quebradas, também alguns versos do nosso glorioso hino, em breve, deverão ser mudados por conflitarem com a tua triste realidade. O teu passado não será mais doce, pois terás absorvido bocados amargos e a tua beleza, maculada pelos maus tratos de quem não soube te amar de verdade, já não serás mais a mesma, pois as marcas e cicatrizes ficarão enxovalhando a tua face pálida e tristonha.



Monumento pelo centenário de Ipu (1940)


Duas das maiores tradições de nossa cidade, além da festa do padroeiro, eram as comemorações cívicas do 26 de agosto – dia do município - e sete de setembro. Salva de vinte e um tiros às cinco horas da manhã, anunciava o amanhecer de um dia festivo e nos despertava contaminados com um forte sentimento de patriotismo; desfiles de soldados do “Tiro de Guerra” e alunos das escolas locais adornavam as ruas repletas de gente que vibrava ao som dos velhos dobrados militares; concentração cívica formada em frente ao Paço Municipal, onde se posicionavam as maiores autoridades civis, militares e eclesiásticas da cidade, a banda de música, com o seu uniforme de gala, animava a cerimônia e entoava o Hino Nacional para o hasteamento das bandeiras. A cerimônia prosseguia com discursos das autoridades alusivos à data. À noite, o encerramento das comemorações era marcado, sempre, com uma seção solene onde se apresentavam artistas da terra, pequenas exibições teatrais, tudo em homenagem àquela data festiva. Hoje, as coisas mudaram e mudaram para pior. O dia do município já não é mais comemorado no dia 26, depende das conveniências de quem governa a cidade e o espírito de civismo não se faz mais presente, nem mesmo no 7 de setembro. Isso é lamentável, mas, infelizmente ocorre! A prioridade hoje é a animação com caríssimas bandas de forró para atrair multidões e desviar o foco dos festejos, dando uma falsa impressão de comemoração de tão importante data.



Desfile de 7 de setembro (anos 50)


Às vezes, no calor de paixões partidárias, nos envolvemos com determinados tipos de pessoas, que apenas por acaso, nasceram em nosso território, mas, nunca se deram conta de que o local onde nascemos é o nosso verdadeiro berço, é nossa terra mãe e como tal deve ser cultuada e amada como nossa mãe biológica, que nas suas entranhas nos gerou e com o seu leite materno nos criou. É assim que geralmente vemos os que nascem em nossa terra, como irmãos, filhos da mesma mãe. Entretanto, nessa irmandade, nem todos os mortais têm essa concepção de reconhecimento e gratidão. São meros seres vivos, como irracionais que, pela sobrevivência física e ideológica fazem o papel de verdadeiras feras predadoras. E, quando disso nos damos conta, muitas vezes é tarde demais, já temos criado e fortalecido um inimigo latente, pronto para nos devorar e causar os mais diversos malefícios à nossa terra-mãe e aos nossos irmãos. Para esse tipo de irmãos devemos está sempre atentos, para que eles nunca se sobreponham a nós, fazendo prevalecer os seus instintos grotescos de tirania e maldade.



Festejos de São Sebastião (Anos 50)


Necessário se faz, contudo, o nosso alto controle emocional na hora de escolhermos um verdadeiro líder para nossa família, que governe nossa casa e nos conduza com isenção e justeza, que conserve nosso lar com equilíbrio e sensatez, na paz e na prosperidade, visando, sempre, o bem estar de todos, sem perder de vista o futuro que irá acolher nossos descendentes, as gerações futuras. Assim poderemos cantar com patriotismo a música do ipuense Wilson Lopes “Ao Meu Ipu Querido”, que também - e tão bem - poderia ser o nosso hino de amor ao Ipu.


Oh meu Ipu querido,
Terra de São Sebastião,
Talvez que tenha sido aqui
O paraíso de Eva e Adão.
Oh meu Ipu querido,
Terra tradicional,
Eu me sinto orgulhoso
De tu seres o meu torrão natal.
Tenho amor à minha terra,
Que fica bem pertinho da serra,
São Sebastião
Que é o nosso padroeiro,
Peço que seja aqui
O meu suspiro derradeiro
Oh meu Ipu...




Antônio Tarcízio Aragão (Boris)
Ipu/CE, 07/09/2008


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8/27/2008

PARABÉNS, IPU!

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168 ANOS!




Comemora aniversário
Nossa querida cidade
Lugar de gente alegre
Fartura e prosperidade
É a “Terra de Iracema”
Berço de canto e poema
De paz e felicidade

Tu és lembrada por todos!
Pois quem nunca ouviu falar
Daquela história contada
Que todos hão de lembrar
Da índia que aqui andava
E na Bica se banhava
Segundo Zé de Alencar?

Ipu, querida cidade
Lugar de muita beleza
Onde vive o Ipuçaba
De grandiosa riqueza
Um rio que nasce pertinho
E correndo de mansinho
Mostra toda sua grandeza

Rio que desce da serra
Demonstrando singeleza
Ao findar a Ibiapaba
É mostrada sua grandeza
O nosso cartão postal
Nossa Bica é sem igual
Exuberante natureza!

Ipu, hoje é o teu dia
Receba um grande abraço
Dos teus filhos e amigos
Que não desatam o laço
E amam muito esta terra
Este pezinho de serra
Que do céu é um pedaço!

Finalizando estes versos
Escritos com o coração
A cada ipuense eu deixo
Pequena reflexão
Você que ama a terrinha
Terra que é sua e minha
Por ela tem devoção?

Pois se tem chegou a hora
De mostrar como se faz
Para salvar nosso Ipu
De um destino voraz
Cuidando desta cidade
Com bastante lealdade
Muito zelo e muita paz!

Pois quem ama sua terra
E por ela tem respeito
Não a deixa mal-tratada
Basta só cuidar direito
Fazendo com devoção
E usando o coração
Pro Ipu ficar perfeito


Ricardo Aragão
Ipu, 26.08.2008


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8/25/2008

ABÍLIO MARTINS

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Por Antonio Vitorino






Com muito orgulho, usarei este espaço para falar um pouco de meu bisavô, Abílio Martins. O texto abaixo, foi escrito pelo historiador Antônio Vitorino, companheiro do Grupo Outra História, baseado em informações cedidas por minha mãe, Celininha. Eis, pois, um breve histórico de quem foi o Dr. Abílio Martins:



Abílio Martins nasceu em Ipu no dia 21 de novembro de 1883. Filho do coronel Antônio Manoel Martins - fazendeiro e grande comerciante, possuindo estabelecimentos comerciais nos estados do Ceará, Piauí e Pará - e de Adelaide Timbó, Abílio freqüentou três anos do curso de medicina em Recife. Depois disso foi para o Rio de Janeiro, onde bacharelou-se em Ciências Jurídicas e sociais.

De acordo com o almanaque de 1961, Abílio Martins não abraçou “com amor a causa que lhe deu o pergaminho”. Ainda segundo o citado Almanaque Abílio gostava do jornalismo, “sendo bom poeta, prosador e dramaturgo” .Abílio escrevia para jornais de fortaleza e fundou no município de Ipu juntamente com Thomaz de Aquino Correia e Eusébio de Sousa, o Correio do Norte, o mais importante periódico fundado na Terra de Iracema e de circulação mais demorada (1918 – 1924).

Teve carreira política regular. Foi deputado estadual por duas legislaturas e depois chefe de polícia e segurança pública do Estado do Ceará no governo de Justiniano de Serpa (1920 – 1923). Em fins da década de 1920 aparece como chefe político e nome mais influente do Partido Democrata de Ipu. Como deputado apresentou em 1913, na assembléia Legislativa, um projeto, sendo aprovado, que autorizava a contratação de serviço de canalização de água da cidade.

Foram obras federais conseguidas por intermédio de Abílio Martins para o município de Ipu durante a seca de 1919, a construção do Açude Bonito e da Estrada Ipu-São Benedito.

Abílio Martins faleceu em 26 de setembro de 1923 de uma síncope cardíaca, quando exercia o cargo de Chefe de Polícia do Estado, aos 39 anos de idade.

No mesmo ano de sua morte, Ipu prestou-lhe homenagem, dando o seu nome à sua praça principal e a Estação Ferroviária da então localidade de Curupatí, que, também, veio mais tarde a denominar-se Abílio Martins. Seu nome também aparece numa rua do bairro da Parquelância, em Fortaleza.

Abílio Martins casou-se com Celina Carvalho Martins com quem teve cinco filhos: José Carvalho Martins que era bioquímico no rio de Janeiro tendo falecido no ano de 2000; Francelina Martins Araújo, viúva do ipuense Dr. Francisco Araújo; Adelaide Carvalho Martins, falecida aos 18 anos de idade; Antônio Carvalho Martins, funcionário público federal, falecido em 1992 e Guarany Carvalho Martins, contabilista, falecido em 1999.

Membro da Associação 7 de Setembro. É tido como o fundador do Gabinete de Leitura Ipuense, cujo idealizador foi Chagas Pinto. Passou a ser sócio honorário do Gabinete. Não aparece como membro das outras associações provavelmente por sua morte prematura em 1923.

Abílio Martins foi um dos líderes do partido democrata no município que deu suporte à candidatura em 1920 de Justiniano de Serpa, candidato situacionista. Foi por intermédio do jogo político que Abílio Martins junto com seus correligionários, que gozavam de prestígio junto ao governo do Estado, conseguiram a liberação de obras contra a seca para a cidade de Ipu.



Dados Biográficos extraídos em parte de “Dados Biográficos do Dr. Abílio Martins” cedido por Maria Francelina Martins Aragão, esposa de Antônio Tarcízio Aragão (Boris), neta de Abílio Martins.




Redação:
Antonio Vitorino
(Grupo Outra História)


Informações e Pesquisa:
Maria Francelina Martins Aragão
(Celininha)


Edição:
Ricardo Aragão



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8/17/2008

NO MEU IPU, O QUE MAIS DÓI...

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NÃO É A VELHA ESTAÇÃO DESPENCANDO,
TAMPOUCO NOSSA IGREJINHA RUÍNDO.
MAS DO JEITO QUE AS COISAS VÃO ANDANDO,
COM MUITA GENTE PRA ISSO TUDO RINDO,
É VER UM DIA O IPU, LEMBRANDO,
DAQUELE TEMPO QUE ERA TUDO LINDO.

MAS TENHO CRENÇA, MEU IPU QUERIDO,
QUE TUA GENTE DE PODER TÃO GRANDE,
TAL FORTE POVO, BRAVO E AGUERRIDO,
NÃO FUGIRÁ DA LUTA UM INSTANTE.
MAS MUDARÁ PRA SEMPRE ESTE ALARIDO
E FARÁ DE TI, DE NOVO, O IPU GRANDE.


RICARDO MARTINS ARAGÃO
DEZ/2006

Parodiando O que mais dói (Patativa do Assaré)

SETEMBRO: BICA SECA

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Quando entrar setembro,
e a boa nova andar nos campos.
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou.
Juntos outra vez.

Já sonhamos juntos,
semeando as canções no vento.
Quero ver crescer nossa voz
no que falta sonhar.

Já choramos muito,
muitos se perderam no caminho.
Mesmo assim não custa inventar
uma nova canção que venha nos trazer.

Sol de primavera
abre as janelas do meu peito.
A lição sabemos de cor,
só nos resta aprender.

(Sol de primavera, Beto Guedes)



"Quando entrar setembro" em nossa Terra de Iracema, não temos nada de “boa nova”. Pelo menos em relação à Bica do Ipu, que praticamente “desaparece”.

“Já sonhamos juntos” por uma natureza não agredida pela ganância e irresponsabilidade do homem.

“Quero ver crescer nossa voz” na defesa de nosso meio ambiente e na manutenção de nossa Bica. Sempre viva! Perene! Caudalosa!

“Já choramos muito” pelas agressões causadas ao nosso Riacho Ipuçaba e pela falta de compromisso das pessoas que poderiam fazer algo para salvá-lo.

“Mesmo assim não custa inventar uma nova” ação “que venha nos trazer” a Bica e o Ipuçaba de volta.

Bica Seca: apesar de chocante, tenho que mostrar! Pois é assim que ela fica quando chegam os famigerados “bê-erre-o-brós” e, com eles, a escassez das águas do Ipuçaba que, somada à falta de conscientização daqueles que tiram do riacho seu sustento, não tomando os devidos cuidados para evitar o assoreamento de suas margens e a manutenção de suas matas ciliares, causa esse efeito horrendo: A NOIVA SEM VÉU!

Salvemos nosso Ipuçaba e recuperemos o esplendor da Bica do Ipu!

“A LIÇÃO SABEMOS DE COR, SÓ NOS RESTA APRENDER!”


Ricardo Aragão
12.09.07

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