Este espaço foi pensado para divulgar e discutir a Cidade de Ipu/CE de uma forma bem espontânea, através de crônicas, causos, versos, além de opiniões e comentários diversos, tanto do autor, quanto dos nossos visitantes. O blog IPU EM CRÔNICAS E VERSOS, embora com muita humildade, busca também promover as peculiaridades do Nordeste através do cordel, uma das expressões mais originais de nossa cultura. Sejam todos bem-vindos! (Ricardo Aragão)


11 de março de 2010

MEU EPITÁFIO

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Passei minha vida inteira

Sem lembrar do meu caixão.

Eis-me agora impassível,
 
Híspido, fincado no chão.

Só espero que na vida

Que deixou de ser vivida,

Eu tenha sido um bom irmão!


Ricardo Aragão
*30/03/1970
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Ricardo Aragão
Março, 2010


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8 comentários:

Dalinha Catunda disse...

Ricardo, com autoridade de madrinha digo: "Quem diz o que quer, escuta o que não quer" e ache ruim!!!!!!
Bjs,
Dalinha


NEM MORTA!

No meu caixão não penso,
Confesso nem quero pensar.
E se a morte me quiser,
Eu vou tentar despistar.
Arrumo uma desculpa,
E mando a filha da puta,
Passar em outro lugar.

No meu caixão não penso!
Pois nele não tenho sede.
Quando eu tiver que ir,
Pode ser até numa rede.
Dessas com pau no meio,
Sentindo o bom balanceio,
Antes das quatro paredes.

Eu me admiro Ricardo,
Deste teu besta pensamento.
Isso meu primo e amigo,
É uma idéia de jumento.
Você até que não é fraco
Mas chorar no seu buraco,
Não me traz contentamento

Talita Melo disse...

ui ui ui...
tomara que demore beeeeem muito!

Abilio Martins disse...

... Não somente um bom irmão,

Foi um bom filho com certeza,

E como sobrinho te afirmo
Perdi um amigo – o meu Adeus.

Vixe. Vamos falar de coisa boa, Ricadim.

Ana Silvia disse...

Meu Irmão deixa de marmota!

Guto Pontes disse...

Brincando de Cordel

Deu vontade de brincar também. Vai aí, modestamente enxerido, no meio dessas feras do cordel cearense:

"Não me traz contentamento
na morte não quero pensar
isso não me leva a nada
não me ajuda a atravessar
e esta vida é uma passagem
com fartura e estiagem
sofrimento e bem estar."

Guto.

Viva la vita!

"(...)Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita..." Gonzaguinha.

Dalinha Catunda disse...

Olá Ricardo,
Temos mais um poeta no pedaço?

Interagindo com Guto

Guto, confesso gostei,
Desse teu enxerimento.
Fizeste uma sextilha
Sem ter acanhamento.
E olha que fez bonito!
Em seu depoimento.

Um abraço a todos,
Dalinha

Ricardo Aragão disse...

Pois saiba, cara Dalinha,
Não fiquei surpreendido
Com a sextilha do Guto,
Com verso bem definido.
Chagas Torres, seu avô,
Na rima foi um doutor.
No cordel foi garantido!

Se der mole ele vai longe
Com verso de todo jeito.
É só dar corda pro homem
Que as rimas vêm de eito.
O seu dom é um legado,
Tá na veia, impregnado.
Essa herança é um direito!


Ricardo Aragão

Guto Pontes disse...

Ricardo e Dalinha "in concert", minha homenagem

Que é isso minha gente,
vocês tão é com bondade,
verso e prosa é com o Ricardo
pense numa qualidade
Ricardim é inspirado
sentado, em pé ou deitado
testemunha a majestade!

Dalinha tu és famosa
tenho lhe visto com atenção
sei que andas pelo Rio
cidade do coração
mas chegando ao ceará
não custe a me procurar
será grande satisfação!

Vou ficando por aqui
já estou encabulado
sou neto do Chagas Torres
levo em honra seu legado
mas quando a gente se empolga
pega bem dar uma folga
voltando a ficar calado! (rsrs)

Foi uma enorme satisfação abraçar nos versos poéticos do cordel, meus irmãos Ricardo e Dalinha!

Até breve!