À DALINHA CATUNDA

A cordelista Dalinha,
Poetisa do Sertão,
Com leveza e alegria
Nos anima o coração,
Falando de coisas nossas
Em versos, rimas e prosas
Conta tão bem o sertão!
Já falou de tudo um pouco,
Nas rimas que elaborou
Pra você ter uma idéia
Do que Dalinha contou
Em cada livreto seu
Uma história sucedeu
E ainda não acabou
Ela falou do jumento
Do seu amigo Maurício
Bicho tarado da gota
Parecia até feitiço
Não respeitava nem vaca
Seu destino foi a faca
Tendo fim aquele viço
Noutra história de Dalinha
A do Cabrito Amarelão
Certa vez um elemento
Sem qualquer boa intenção
Passou a mão no cabrito
Mas por Dalinha foi maldito
A prestar contas com o cão
Essa Dalinha não tem jeito
De tudo um pouco contou
Um galo tomou viagra
E a todos estuprou
Mas no fim virou boiola
Preso em sua gaiola
Com outro galo casou
Até receita ela inventa
Jogando verso a granel
Como fazer malassada,
Que é gostoso pra dedel
E também a tapioca
Da cozinha de uma oca
Ela botou no papel
E ainda tem mais coisa
Que por Dalinha é contada
São versos sempre alegres
Rimas bem arrumadas
Sempre mostrando o sertão
E as coisas de nosso chão
Com harmonia narradas
Parabéns, Dalinha Catunda
Que também é Aragão
Deus te conserve assim
Com tamanha inspiração
Seja sempre bem feliz
De seu afilhado-aprendiz
Ricardo Martins Aragão
Ricardo Aragão
07.01.2010
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1 COMENTÁRIOS:
Ricardo,
Fico feliz em ver seu blog reativado. Mais feliz em saber que tem um dedinho meu em seu caso de amor com os versos.
Queria fazer um comentário mais elaborado, uma resposta em versos, maspor motivo de viagem, o tempo ficou curto.
Contudo vai esta setilha:
Caro amigo Ricardo,
É com muita satisfação,
Que recebo seus versos,
Cheios de inspiração.
Veja que sorte a minha,
Que sendo sua madrinha,
Recebo essa louvação.
Um abraço,
Dalinha
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