Este espaço foi pensado para divulgar e discutir a Cidade de Ipu/CE de uma forma bem espontânea, através de crônicas, causos, versos, além de opiniões e comentários diversos, tanto do autor, quanto dos nossos visitantes. O blog IPU EM CRÔNICAS E VERSOS, embora com muita humildade, busca também promover as peculiaridades do Nordeste através do cordel, uma das expressões mais originais de nossa cultura. Sejam todos bem-vindos! (Ricardo Aragão)


19 de agosto de 2008

UNIÃO DE VERSOS (quando tudo começou)

... EM FAVOR DA VERGONHA


Visitando as páginas dos amigos Airton Soares e Dalinha Aragão (vide nos "Links Amigos" deste blog), me deparei com a bela sextilha “Farinha do Mesmo Saco” (Dalinha), sobre compra e venda de votos. O gosto pelo cordel me fez arriscar uma resposta também em versos que, diga-se de passagem, não obedecem a nenhuma regra, apenas rimam em linhas alternadas, mas que retratam minha indignação e repúdio à prática de negociação do voto, infelizmente muito comum em nossos dias.




Farinha do Mesmo Saco
(Dalinha Aragão)

Você eleitor que repete,
Que todo político é ladrão.
Mas vende ou troca o voto,
A cada nova eleição,
Você é igualzinho a eles,
Não vale nem um tostão.



Meu Remate
(Ricardo Aragão)

Apreciei por demais
Estes versos da Dalinha
Que para mim é capaz
De escrever mais 100 linhas
Falando do velho ou rapaz
Que vendendo o voto se alinha
A quem a proposta lhe faz

Não custa nada lembrar
Que atitude tão feia
De vender ou de comprar
A consciência alheia
Fere as leis do lugar
E leva para a cadeia
Quem assim se comportar


(Ipu/Ce, 18.08.08)


Dalinha Catunda complementa...

Filho nobre do Ipu,
Que tem os versos perfeito
Cem linhas ainda é pouco,
Mas nós temos o direito
De alertar a consciência
E apostar na decência
No que vota e no eleito.

Não é besteira é um fato,
Mas preste bem atenção
Tanto o eleitor safado,
Como o político ladrão
Mesmo sabendo que é feio
Quer pôr a mão no alheio
Quer ser gigolô da nação.


(Rio/RJ, 19.08.08)


Antônio José Aragão complementa...

Falo mais uma vez
Daquele pobre eleitor
Que com vergonha ficou
E nem se quer ainda votou

Mais vai ter tempo
De se redimir
E com seu voto contribuir
Para o Ipu
Cada vez mais se expandir

(Fortaleza/CE, 19.08.08)


Maria Celina complementa...

Não me atrevo em continuar
Com os versos de vocês
Prefiro somente admirar
Até chegar a minha vez
Que não há de demorar
Chego já até vocês


(Ipu, 19.08.08)


Tarcízio Boris complementa...

Posso até já opinar
Sobre os novos cordelistas
Em versos não sei falar,
Nem de música sou letrista.

Mas falando de eleição,
Não gosto nem de pensar.
Com tanta corrupção,
Todos querem barganhar.

Tem cabra comprando voto,
Certo que vai ganhar.
Tem gente vendendo voto,
Na certeza de enganar.

Todos eles são iguais,
Nenhum tem compostura.
As moedas são banais,
Vale até dentadura.

Precisamos combater
Toda essa canalhice.
Não deixe seu voto vender,
Vender voto é burrice.


(Ipu/CE, 19.08.08)


Airton Soares complementa...

Por isso:

Não faça da urna uma loto
nesta data decisória
você sabe que o seu voto
pode mudar toda uma história.


(AS - Fortaleza, 20/08/08)


Dalinha complementa...

Sei que não se discute,
Política, futebol e religião.
Mas vale a pena lembrar
E mostrar a população,
Que sua arma é o voto.
Seja vivo e não devoto,
Fuja das promessas vãs.
Vote com consciência.
Pense em sua cidade.
Aposte na decência
Aposte na qualidade
Assim ficará satisfeito
Ao eleger um prefeito,
Que tenha capacidade.


(20.08.08)


Ricardo complementa...

Não sei quem é mais safado
Nessa tal corrupção
Se o eleitor iludido
Ou o político ladrão
Vendendo ou comprando voto
Nos tempos de eleição

Mas será que o eleitor
É mesmo tão iludido
Já que vende a consciência
Ao candidato bandido
Que paga pelo seu voto
Achando que é bonito?


(20.08.08)


. . .


Você está achando interessante?
Quer contribuir com alguns versos?
Então clique no link "comentários", abaixo, para postar sua contribuição poética. Ou, se desejar, envie seus versos e comentários para o e-mail: ricardo.boris@gmail.com

Grato,
Ricardo Aragão

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7 comentários:

Dalinha Catunda disse...

FARINHA DO MESMO SACO

Filho nobre do Ipu,
Que tem os versos perfeito
Cem linhas ainda é pouco,
Mas nós temos o direito
De alertar a consciência
E apostar na decência
No que vota e no eleito.

Não é besteira é um fato,
Mas preste bem atenção
Tanto o eleitor safado,
Como o político ladrão
Mesmo sabendo que é feio
Quer pôr a mão no alheio
Quer ser gigolô da nação.

Dalinha Catunda

Antônio José Aragão disse...

Falo mais uma vez
Daquele pobre eleitor
Que com vergonha ficou
E nem se quer ainda votou

Mais vai ter tempo
De se redimir
E com seu voto contribuir
Para o Ipu
Cada vez mais se expandir

Antônio José Aragão
19.08.08

Maria Celina disse...

Eu não me atrevo a continuar com os versos, prefiro ficar só admirando o talento de vocês! Muito legal!!!

Ricardo Aragão disse...

Maria Celina, minha irmã, sem querer você fez estes belos versos. Estava tudo em sua mensagem, só precisou arrumar. Veja o resultado:

Não me atrevo em continuar
Com os versos de vocês
Prefiro somente admirar
Até chegar a minha vez
Que não há de demorar
Chego já até vocês

Boris disse...

Ricardo, meu filho.

Parabéns pela feliz iniciativa de criar este blog. É maravilhoso e isso não me surpreende, pois conhecendo suas aptidões, sei que você é capaz, e com certeza em breve ele nos proporcionará tantas coisas intessantes que se tornará num dos bons locais de entretenimento para os navegadores. Vá em frente.
Outra coisa. O estilo e a característica envelhecida de suas páginas, sugere-nos um tom nostáugico de saudosismo como um atrativo a mais para curtirmos as histórias dos nossos antepassados e a característica colonial de nossa amada cidadezinha. Já estou pensando em mandar alguns causos e crônicas para divulgar através dele. Nota dez com louvor. Parabéns.

Antônio Tarcízio Aragão (Boris) disse...

Posso até já opinar
Sobre os novos cordelistas
Em versos não sei falar,
Nem de música sou letrista.

Mas falando de eleição,
Não gosto nem de pensar.
Com tanta corrupção,
Todos querem barganhar.

Tem cabra comprando voto,
Certo que vai ganhar.
Tem gente vendendo voto,
Na certeza de enganar.

Todos eles são iguais,
Nenhum tem compostura.
As moedas são banais,
Vale até dentadura.

Precisamos combater
Toda essa canalhice.
Não deixe seu voto vender,
Vender voto é burrice.

Boris/19.08.08

Airton Soares disse...

Por isso:

Não faça da urna uma loto

nesta data decisória

você sabe que o seu voto

pode mudar toda uma história.

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AS - Fortaleza, 20/08/08