Este espaço foi pensado para divulgar e discutir a Cidade de Ipu/CE de uma forma bem espontânea, através de crônicas, causos, versos, além de opiniões e comentários diversos, tanto do autor, quanto dos nossos visitantes. O blog IPU EM CRÔNICAS E VERSOS, embora com muita humildade, busca também promover as peculiaridades do Nordeste através do cordel, uma das expressões mais originais de nossa cultura. Sejam todos bem-vindos! (Ricardo Aragão)


22 de agosto de 2008

O LEGADO DOS CASARÕES

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Abrimos aqui um espaço para destacar algumas fotos antigas da Cidade de Ipu. Atentem para a beleza e suavidade das linhas arquitetônicas dos velhos casarões, bem como para a visível calmaria nos logradouros, muito comum nos idos dos anos 40 e 50, período provável da maioria das fotos desse lindo cenário que é a Terra de Iracema.

Apreciem:



RUA MAJOR LIBERALINO (detalhe da sapata do Paredão)



IGREJA MATRIZ DO MÁRTIR SANTO (anos 50)



RUA VERDE



JARDIM 26 DE AGOSTO



PRAÇA CORONEL JOSÉ LIBERATO (RUA VERDE)


RUA CORONEL PEDRO ARAGÃO (RUA DA GOELA)



LARGO DO MERCADO PÚBLICO (vista da Rua Cel. Félix)



QUE TAL, GENTE?

BELOS CASARÕES, HEIM?!


REFLITAMOS AGORA:


Ah! Se não restasse somente na memória dos que viveram aqueles maravilhosos e bucólicos anos, a história e a cultura arraigadas em cada um desses casarões!

Pois será somente através de recordações e fotografias como estas que teremos como constatar o esplendor desses prédios, a pureza de seus detalhes, a sutileza de seus elementos arquitetônicos, e principalmente, o valor pela preservação de nossas raízes, de nossa terra, de nosso povo.

Hoje, infelizmente, vemos os pobres casarões em franca extinção! Freqüentemente temos notícia de mais um “OITÃO” derrubado, ou seja, menos uma testemunha de nossa história e de nossa cultura.

Costumo dizer que a volúpia capitalista corrompeu até o senso de preservação dos próprios ipuenses, de preservação de sua própria essência, seu cerne.

A História de um povo é o resultado de pequenos momentos vividos uma única vez no espaço-tempo. Tal qual esses casarões, que tijolo a tijolo, cada um ocupando seu espaço, também único, chegam a enormes proporções e se mostram imponentes como se invencíveis fossem.

Invencível?! Ledo engano! Pois o implacável tempo cuida para que tudo seja transformado em pó, relegado ao esquecimento. Porém, não apenas os elegantes casarões se esvaem em poeira, a própria História de um povo fica fadada também ao ostracismo. Triste povo este, que não cuida de sua origem, tampouco saberá cuidar de seu futuro.

Será este o legado que estamos deixando para as próximas gerações?!

E quanto a VOCÊ, que ora lê esta reflexão e que assiste a tudo sem mover uma palha, sem sequer se indignar com tamanho descaso, estaria pensando no seu filho agora? No mundo que vai deixar para ele? Sem memória, sem valores, sem referência?! Não se trata aqui apenas de coisas materiais. Os casarões representam uma parte do que somos, do que temos de herança de nossos antigos. São eles, o símbolo vivo dessa História. A nossa História!

Ipuenses, vamos preservar nosso Patrimônio Histórico tão bem representado pelos poucos casarões que ainda temos!

Cuidemos também de nosso Patrimônio Natural, pois nossa Bica e nosso Ipuçaba agonizam enquanto, inertes, os vemos morrer. Mas este é um outro assunto.

Até breve!

Ricardo Aragão
(22.08.2008)

5 comentários:

Dalinha Catunda disse...

Ah, Ricardo!!!!
Como toda cidade é igual. Não vamos acusar apenas o poder publico. O próprio herdeiro na ganancia de dividir o bem deixado dá o primeiro passo para o desmoronamento de nossa história.
E tombar, para muitos é apenas jogar ao chão nossa herança histórica.
Hojé é o dia do folclore, muito bem lembrado, os velhos casarões.
Um abraço e bom final de semana.
Dalinha Aragão Catunda

Joaquim Gerlene disse...

Ricardo,

Congratulo-me com você por seu blog. Saiba que estou me deliciando com todos os artigos, me chamou muita atenção a "União de Versos", estou gostando muito. Ah! se tivesse essa verve de vocês, a sua, as das Dalinhas, do Antonio José, da Maria Celina, (que acredito ser sua mãe), do Borizão e do poeta AS. Gostaria muito de participar, mas não tenho capacidade, mas fico daqui morrendo de saudades e aplaudindo, muito, vocês.

No meu tempo de juventude ai no Ipú, eu e outros íamos muito à Ipueiras, lá conhecí uma moça chamada Dalinha, não sei se é a mesma, mas é muita coincidência, a idade informada por ela bate com a que conheci.

Peço a você que continue nos brindando com sua energia, sua força e com essa efervecência poética, cultural, cidadã e ufanista ipuense.

Grato e um forte abraço.

Gerlene.

Raimundo Mesquita disse...

Caro amigo.

Visitei seu BLOG, o mesmo está muito bem elaborado, nos oferecendo opções diversas. Parabéns! Aproveito a oportunidade
para desejar ao amigo um ótimo final de semana e que seja extnsivo
a toda sua família.

Um grande abraço.

Raimundo Mesquita

genesia disse...

Ah, Ricardo!ví seu BLOG me emocionei com estas fotos, amo o Ipu, sou Ipuense com muito orgulho.Sou amiga da sua mãe e sua irmã, um beijão pra você!

Martins Filho disse...

Ricardão!

Parabéns pelo teu blog.....
Se me permitires ousarei algumas sugestões absolutamente construtivas.

Me aguarde!!!!!!

Deus te abençoe!
Martins